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sexta-feira, 15 de junho de 2018

E-book COMMODITIES AMBIENTAIS EM MISSÃO DE PAZ


Este e-book celebra a trajetória pacifista de três décadas da economista e ambientalista Amyra El Khalili, como resultado dos primeiros dez anos da construção econômica socioambiental na América Latina e no Caribe (1996 a 2006). Trata-se da compilação de alguns de seus principais artigos e entrevistas reproduzidas, discutidos e apresentados em listas na internet, em diversas publicações, palestras, debates, congressos, conferências e seminários no Brasil e no exterior.

Nesta obra, você refletirá sobre temas como economia de mercado, meio ambiente e finanças sustentáveis, redes solidárias e suas estratégias, mudanças climáticas e mercados emergentes, financiamentos de projetos e negócios socioambientais, conflitos sociopolíticos, espiritualidade e esperança, guerra e paz.

Amyra é um exemplo de ativismo a serviço da paz entre os povos, entre os gêneros masculino e feminino, entre progresso e preservação ambiental. Sua militância pela dignidade humana, pelo respeito à mulher, contra a discriminação de ordem racial e étnica, tem merecido o respeito e admiração de quantos privam de sua amizade e daqueles que leem os seus artigos.

Como economista, Amyra empenhou-se, acima de tudo, em demonstrar que é possível conciliar uma alternativa à economia de mercado com a proteção do meio ambiente.
O selo Heresis Sustentabilidade é honrado pela possibilidade de participar da importante divulgação deste trabalho pioneiro.

Baixe gratuitamente: http://amyra.lachatre.org.br

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O Guia para a Felicidade - O Sofrimento por Friedrich Nietzsche



Todos nós temos fases ruins na vida. todos enfrentamos dificuldades que parecem intransponíveis. quando isso acontece, muitas vezes temos vontade de desistir.

Friedrich Nietzsche acreditava que todos os tipos de sofrimento e fracasso deveriam ser bem-vindos no caminho para o sucesso e vistos como desafios a serem superados. Praticamente sozinho entre os filósofos, considerava os infortúnios como algo vantajoso na vida.

Ele escreveu: "A todos com quem realmente me importo, desejo sofrimento, desolação, doença, maus-tratos, indignidades, o profundo desprezo por si, a tortura da falta de autoconfiança e a desgraça dos derrotados".

Em sua visão, para conquistar algo que valha a pena o homem tem de fazer um grande esforço.

Friedrich Nietzsche entendia de esforço, tanto físico quanto mental. Sua vida foi muito difícil. Ele viveu em permanente luta contra doenças: vertigens, dores de cabeça, enjôos, provavelmente em decorrência da sífilis que contraiu jovem, num bordel em Colônia. Era obrigado a estar sempre se mudando, em busca de um local cujo clima não agravasse seu estado.

Seus livros não fizeram sucesso enquanto ele estava vivo. Embora tenha recebido o título de professor universitário aos 24 anos, seu pensamento destoava do de seus colegas. Ele viu-se obrigado a se aposentar aos 35 anos. Pelo resto da vida, viveu com bem pouco dinheiro.

Ele tinha uma rotina definida: acordava às 5 horas da manhã, escrevia até o meio-dia e saía para caminhadas nas montanhas ao redor do lugarejo.

A vida amorosa de Nietzsche foi igualmente desastrosa. Todas as suas tentativas de seduzir mulheres foram em vão. Diversas vezes ele confessou sofrer com a solidão. Escreveu a um amigo casado: "Graças a sua esposa, as coisas são 100 vezes melhores para você do que para mim".

Terminou seus dias na loucura, depois do famoso colapso nervoso.

Foi confinado num sanatório onde, sob os cuidados da irmã e da mãe, permaneceu até sua morte, onze anos mais tarde, aos 56 anos.

Uma lição que a vida difícil ensinou a Nietzsche foi que toda conquista é fruto de luta e esforço constantes, embora imaginemos o sucesso como fácil e natural para algumas pessoas. Na visão de Nietzsche, não existe estrada reta até o topo. "Não falem de dons ou talentos inatos", escreveu. "Podemos listar muitas figuras importantes que não tinham talento, mas conquistaram seu mérito e transformaram-se em gênios, superando as dificuldades."

A essência da filosofia de Nietzsche é uma idéia simples: dificuldades são normais. Não devemos entrar em pânico nem desistir de tudo. Mas Nietzsche achava que não bastava sofrer. O segredo está em saber reagir bem ao sofrimento, ou, quem sabe, usá-lo para criar coisas belas.

Nietzsche dizia que o fracasso é um tabu em nossa cultura, tratado como se fosse uma coisa que só acontecesse a alguns coitados, mas ninguém fala a respeito. E, do outro lado, há o sucesso. Os dois são coisas distintas.

O interessante é a idéia de que na vida de qualquer um, mesmo sendo uma boa vida, sempre haverá um grau de fracasso. Como você pode apreciar o sucesso se não tiver fracassado antes?

Nietzsche dizia que, diante de problemas, devemos nos espelhar nos jardineiros. Os jardineiros deparam-se com plantas que tem raízes feias. Pois eles são capazes de cultivar algo que parece feio a princípio, até extrair a beleza que há nele.

Para Nietzsche, essa é uma metáfora de como devemos agir na vida: pegar situações que nos parecem horríveis e fazer nascer algo belo delas. lsso só depende de nós mesmos.

A inveja, por exemplo, pode gerar só amargura. Mas, se conduzida do jeito certo, pode nos estimular a disputar com um rival e produzir algo maravilhoso.

A ansiedade pode nos deixar em pânico, mas também pode nos levar a uma análise do que está errado, gerando, assim, paz de espírito.

Era por isso que Nietzsche desejava o infortúnio a seus amigos. Por acreditar que as dificuldades eram um mal necessário e que, se cultivadas com a aptidão necessária, podiam levar à criação de coisas belas.

- Você desejaria o fracasso a seus amigos?
- Não. A sensação do fracasso, sim.
- Por quê?
- Porque a sensação de fracassar é terrível, mas a sensação de se reerguer depois contextualiza as duas sensações. O depois fica muito mais saboroso.

Se Nietzsche dedicou-se a pensar nas melhores reações aos problemas, ele também refletiu sobre quais seriam as mais desastrosas. E concluiu que uma das piores era afogar as mágoas. Um dos traços mais marcantes de Nietzsche era seu horror pelo álcool. Era mais que uma questão de gosto pessoal. Ele dizia que qualquer pessoa que quisesse ser feliz não deveria chegar perto de bebidas alcoólicas.

Imaginar que seja bom escapar dos problemas tomando 1 ou 2 drinques de vez em quando é ter uma visão equivocada da análise nietzschiana da relação entre sofrimento e felicidade.

A felicidade não vem da fuga dos problemas, e sim do ato de cultivá-los para extrair algo positivo deles. A última coisa que Nietzsche recomendaria seria afogar as mágoas.

Nossas preocupações são pistas valiosas do que está errado com a nossa vida e podem apontar o caminho para torná-la melhor.

Embora tenha tido uma vida difícil, não devemos achar que Nietzsche viveu se lamentando o tempo todo. Muitas vezes, ele falava de satisfação, sobretudo quando estava nas montanhas. Mas, por satisfação, ele queria dizer algo mais abrangente do que a sensação de bem-estar que talvez possamos imaginar.

Como diz a famosa frase de Nietzsche: "Aquilo que não me mata só me fortalece".

Nem tudo aquilo que nos faz sofrer é necessariamente ruim, assim como nem tudo que nos dá prazer necessariamente nos faz bem. "Considerar o sofrimento como algo mau a ser abolido", Nietzsche escreveu, "é o cúmulo da idiotice".

segunda-feira, 4 de junho de 2018

“Carpe Diem”, o belo e encantador poema de Walt Whitman que irá motivá-lo a lutar por seus sonhos

Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizada como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.


Vindo da decadência do império Romano o termo Carpe diem era dito para retratar o “cada um por si”, devido o império estar se desfazendo, naquele momento a visão de que cada dia poderia ser realmente o último era retratado pela frase que hoje é utilizada como uma coisa boa, porém sua origem vem do desespero da destruição de um grande império antigo.
No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, o personagem de Robin Williams, Professor Keating, utiliza-a assim:
“Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurrar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.”
O poema relacionado à ideia de Carpe Diem, de autoria de Walt Whitman, utilizado como mote no filme:
Aproveita o dia (Walt Whitman)
Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido…
Walter Whitman (1819 – 1892) foi um jornalista, ensaísta e poeta americano considerado o “pai do verso livre” e o grande poeta da revolução americana.
Original em https://www.pensarcontemporaneo.com/3561-2

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Mídias socioambientais: financiando uma economia sustentável Por Amyra El Khalili

Quem atua no mercado financeiro costuma ouvir aquela afirmação: “O mercado sobe no boato e cai no fato”.
Se alguém me perguntasse “como você conseguiu saber que o petróleo teria suas cotações disparadas, com altas sucessivas até atingir a maior marca dos últimos 20 anos?”, responderia: mídias socioambientais.
Já tinha gritado que a US$ 26,00 o barril era para entrar comprando e que abaixo de US$ 34,00 o mercado nunca mais retornaria. Disse isso num evento em Brasília, sobre mudanças climáticas, e por isso fui ridicularizada. Como não opero mais commodities convencionais por questões de princípio, fiquei só observando quando o mercado do petróleo virou na cara de todos e começou a subir, subir, subir.
Neste caso, não era boato, não. Era guerra mesmo, conflitos, e a tão propalada invasão no Iraque. Mas antes disso tudo, quando gritei alto e bom som, nem se cogitava da 2ª Intifada Palestina, do 11 de setembro ou de quaisquer um desses fatos.
Depois de anos analisando mercados de capitais, balanços de empresas, conjunturas econômicas, comércio exterior, política internacional, índices e cotações, o que leio no jornal diário já não me convence mais. É certo que todo analista um dia se cansa. Descobre que a notícia de hoje foi o boato de ontem. E não tem mais confiança em dados de mesmos subsídios para tomar decisões.
Quando a internet não existia, operávamos com o sistema viva-voz, cotações on line de sinais por satélite. No traquejo do vaivém das bolsas, acompanhávamos informações instantâneas calculando com a cabeça na velocidade do computador. A matemática é apenas a constatação das nossas avaliações e a execução da ordem de compra e venda nos pregões, o resultado da confiança dos investidores em nós depositada. Estas variáveis todas juntas formam o preço.
Hoje, a moçada recém-formada sai da faculdade com um laptop repleto de programas e softwares com ‘ene’ calculadoras e mal consegue entender o que água tem a ver com floresta. Essa turminha não lê, não se informa e fica à deriva da mídia convencional, esperando o boato para fazer dele um fato, para azar dos investidores e players.
As mãos invisíveis do mercado

Se você olha essa mídia socioambiental como gritona, que só sabe denunciar e reclamar, pode ir mudando de ideia. Os melhores negócios e investimentos têm sido apontados por esta mídia, que tem o olhar sobre os fatos. A cada dia nascem mais e mais jornais de bairro, rádios comunitárias, blogs, sites, boletins, livros, revistas, vídeos que se incorporam às redes de comunicação na internet. A internet é o palco de transformação da mídia convencional, que acaba por se nutrir das informações produzidas pelas mídias socioambientais. Busca a informação de ponta que circula em redes.
Não espere que esta informação vá aparecer no balanço da empresa que se apresenta para captar dividendos com suas ações nas bolsas. É evidente que ela não apresentará seus passivos, suas deficiências, nem tampouco seus processos. Mas, se você acompanhar as mídias socioambientais, descobrirá se o setor de investimentos é ou não o mais apetitoso. Apesar de estas mídias excomungarem palavras-chave, como mercado, commodities, bolsas, economistas, são o melhor e mais transparente indicador econômico que você poderá ter. Ninguém mais do que as mídias socioambientais apontam onde dá lucro, por mais contraditório que seja, ou, pelo menos, onde você poderá ter um belo prejuízo.
Medo de quê? Quem não deve não teme!
Mídias socioambientais não vendem opinião; vendem espaço. Se seu negócio é bom, que seja para todos, incluindo seus investidores e parceiros, porque negócio bom para um só não é negócio, mas manipulação. Alguém vai quebrar ou ficará sem ‘mercado’.
As questões ambientais fazem parte da rotina de cada cidadão. Os jovens nas escolas querem saber o que é transgenia, biotecnologia, querem entender os debates e as denúncias que circulam na internet. Se antes seus universos se restringiam à televisão, à escola e a amigos, hoje acessam a internet, navegam em sites, procuram blogs, abrem comunidades no facebook.
A dona de casa quer entender por que aquele furacão com um simpático nome feminino destruiu a cidade do jazz nos EUA. Ela provavelmente nunca verá o lado pobre da grande nação Big Brother. O taxista quer compreender o que foi essa tal de ‘tsunami’, e por que o padre fez greve de fome pelo rio São Francisco, ou por que o jornalista Franselmo se imolou num protesto ambientalista. Minha mãe me pergunta por que a Amazônia está secando.
Os protestos ganham espaço na mídia e avançam sobre os olhares dos comuns. Não dá para ficar indiferente a esta realidade, ainda mais com a cobertura on line das mídias socioambientais.
Estas mídias estão atuando com suas ‘mãos invisíveis do mercado’. São ignoradas pelos grandes agentes financeiros, temidas por muitos empresários, tratadas pela conveniência dos governos e subestimadas pelo poder das mídias convencionais, que insistem em fazer de seus veículos a máxima da cartelização da informação, tendenciosa e concentradora, para fomentar o boato. Enquanto isso, as empresas anunciam nos mesmos veículos de sempre e gastam fortunas para terem suas marcas reconhecidas por sua “eminência parda, o mercado”, que somos todos nós, os consumidores.
E assim, as cotações das bolsas vão subindo, subindo, subindo no boato, e o mercado financeiro se esvaziando, se esvaziando no fato. “Me engana que eu gosto”. A questão é saber por quanto tempo os analistas sustentarão a enganação, traduzida em preço e prejuízos consideráveis. Não diga que a culpa é da política econômica, porque até isso as mídias socioambientais apontaram há tempo com as contradições entre os ministérios e os ministros. Foi você, meu amigo, que não viu, digo, não leu nas mídias socioambientais.
Os analistas do mercado de capitais, brokers, traders competentes e veteranos, se converteram em ativistas pela lógica da inteligência, pois se cansaram de ser enganados. Hoje, querem se nutrir desta mídia que aponta os fatos, doa a quem doer. Estes analistas aprenderam a respeitar essas “mãos invisíveis” e a não subestimar o poder de “sua eminência parda, o mercado”.
Colega, agora analise bem, faça suas continhas, consulte seus gráficos, acesse seus programas e me responda: Mídias socioambientais: por que alguém deveria financiá-las?


Referência:
El Khalili, Amyra. Commodities ambientais em missão de paz – novo modelo econômico para a América Latina e o Caribe / Amyra El Khalili.  – Bragança Paulista, SP : Heresis, 2017. 336 p.

*Amyra El Khalili é professora de economia socioambiental. É fundadora do Movimento Mulheres pela P@Z! e editora da Aliança RECOs – Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras. É autora do e-book “Commodities Ambientais em Missão de Paz: Novo Modelo Econômico para a América Latina e o Caribe”.

terça-feira, 15 de maio de 2018

O cativeiro psicológico e o medo de ir mais longe - Por Pensar Contemporâneo



Recentemente chegaram à minha casa dois gatos que passaram por uma situação peculiar. Após 4 anos vivendo em uma casa com total acesso a todos os espaços e convivendo ativamente com as pessoas com quem moravam foram, por motivos que não vêm ao caso aqui, confinados a um espaço único da casa, no caso, o quintal. O espaço era limitado e infinitamente menor do que o que eles estavam vivendo até então. O contato com as pessoas da casa passou a ser quase que somente nos momentos de troca de água, ração e limpeza da areia higiênica.
O que chamou minha atenção foi o seguinte: esses dois gatos estavam muito assustados e com muito medo justamente do que? Do excesso de espaço. O quintal aqui é bem amplo e eles simplesmente, ao chegarem, não tinham coragem de avançar no espaço inteiro. Limitavam-se a um pequeno espaço, que consideravam seguro, e agiam como se tivesse um campo de força invisível que os impedisse de avançar mais. Quando arriscavam-se, voltavam correndo para aquele espacinho que delimitaram como seguro.
Isso me fez refletir muito sobre isso: se gatos que viveram mais tempo com uma maior liberdade, tendo acesso a um mundo bem maior (antes, o mundo para eles era a casa inteira), ao serem confinados durante meses, acostumam-se com esse espaço menor e limitado, passando, então, a desconfiar de tudo que está fora desse espaço delimitado – ainda que esse espaço seja ruim e não apropriado para eles -, imagine só gatos que nascem e são criados já em um pequeno cativeiro?
Ora, isso se parece muito com a zona de conforto – ou de desconforto – em que nos instalamos tantas e tantas vezes e da qual temos tanto receio de sair. Muitas vezes, agimos como gatos assustados que, mesmo tendo um mundo muito mais amplo e interessante à sua disposição, não têm coragem de sair daquele pequeno espaço delimitado que os deixa seguros, mesmo que esse seja muitas vezes ruim e insuficiente.
Isso me lembrou do texto de Étienne de La Boétie, chamado Discurso da Servidão Voluntária. Esse texto, publicado por volta de 1570 e escrito quando ele tinha apenas 18 anos de idade, discute justamente essa questão: por que as pessoas obedecem a determinadas regras se não tem, muitas vezes, nada nem ninguém que as faça obedecer de forma forçosa? Ele diz que mais do que tentar entender o que um tirano precisa ter e fazer para poder exercer poder sobre as massas vale tentar entender por que as massas obedecem sem resistir.
É como se, inicialmente, fosse necessário fechar a porta impedindo a entrada dos gatos na casa, mas, depois de um tempo, não precisasse mais da barreira física. Cria-se um cativeiro psicológico, de forma que os gatos não saem mais de seu espaço mesmo que nada os impeça de fato. Eles se acostumam com os impedimentos e barreiras e passam a temer deixar aquela situação.
Tenho a impressão de que o mesmo acontece conosco. Parte desse processo já começa na educação: desde muito pequenos já somos colocados em salas de aula, somos obrigados a ficar sentados e a seguir diversas regras que, com o passar do tempo, interiorizamos como verdades inabaláveis. E quando enxergamos possibilidades de novos e infinitos mundos que poderíamos explorar, nós simplesmente paralisamos, como se houvesse o tal campo de força invisível. Não damos um passo a mais, mesmo que não haja nada nem ninguém nos impedindo.
“A liberdade é a única coisa que os homens não desejam; e isso por nenhuma outra razão (julgo eu) senão a de que lhes basta desejá-la para a possuírem; como se recusassem conquistá-la por ela ser tão simples de obter” (Étienne de La Boétie).
Criamos um roteiro de vida a ser seguido, criamos conceitos sobre nós mesmos, criamos crenças e pré-conceitos, criamos até mundos paralelos e virtuais, como o Facebook, por exemplo, onde não precisamos nem mais sair do lugar. O cativeiro está mais do que perfeito, porque não há ninguém obrigando ninguém a ficar com a cara grudada na tela do celular tendo o mundo inteiro ao seu redor, mas ficamos!
E, incrivelmente, acreditamos que esse é o mundo. Há um tempo, reduzi drasticamente meu uso do Facebook, passando a usar apenas profissionalmente e entrando muito esporadicamente com o intuito de “interagir” com os amigos. E é impressionante a quantidade de tempo que sobra no dia, tempo em que você levanta a cabeça do seu cativeiro psicológico e descobre que existe um quintal enorme à sua frente, esperando para ser explorado. E esse quintal pode ser seu quintal mesmo, literalmente, mas pode ser um livro, pessoas de carne e osso, pode ser uma música que você escuta prestando atenção, um hobby, um cachorro alegre na sua frente. E você sai desse espacinho e começa a explorar o quintal e descobre que não assusta tanto, mais. E você não quer mais voltar para aquele espaço limitado. Você volta a se acostumar com o mundo amplo à sua volta.
O mesmo ocorre quando você descobre que, apesar de ter se formado em uma faculdade, existe um mundo inteiro de outras coisas legais para aprender, estudar. Que o diploma de médica veterinária não me impede de estudar filosofia. Que o casamento às vezes não é vitalício e que a solteirice também não é. Que existem infinitos roteiros de vida que podem lhe satisfazer, assim como roteiros de viagens.
“Assim é: os homens nascem sob o jugo, são criados na servidão, sem olharem para lá dela, limitam-se a viver tal como nasceram, nunca pensam ter outro direito nem outro bem senão o que encontraram ao nascer, aceitam como natural o estado que acharam à nascença. Mas o costume, que sobre nós exerce um poder considerável, tem uma grande força de nos ensinar a servir e (tal como de Mitrídates se diz que aos poucos foi se habituando a beber veneno) a engolir tudo até que deixamos de sentir o amargor do veneno da servidão” (Étienne de La Boétie).
Então, você descobre, inclusive, que pode, se desejar, voltar para seu espacinho anterior quando quiser, passar um tempo lá, usar seu Facebook de vez em quando, mas já não teme mais afastar-se e explorar novos mundos. Vai ficando mais corajoso, vai gostando desse mundo que se abre e ficando cada vez mais resistente ao cabresto psicológico. Vai voltando a ser aquele gato explorador, livre, que às vezes se assusta, às vezes faz umas traquinagens, às vezes não gosta do que encontra em suas explorações, mas que não se deixa limitar mais.

fonte:https://www.pensarcontemporaneo.com/1612-2/

sexta-feira, 11 de maio de 2018

12 DORES QUE ESTÃO DIRETAMENTE CORRELACIONADAS COM OS SENTIMENTOS E EMOÇÕES!

Você já pensou que somos seres completos e tudo o que nos compõe – corpo, mente e espírito – é ligado de tal forma que a deficiência de um pode afetar os demais?

Um grande exemplo dessa integração é a conclusão da doutora em psicologia Susanne Babbel.
Depois de um minucioso estudo, a Dra. Babbel concluiu que boa parte das dores crônicas que sentimos não tem nada a ver com doenças graves ou lesões anteriores.
Ela acredita que adquirimos a maioria das dores com emoções negativas – como o estresse – que acabam afetando alguns órgãos. Viu como a mente é poderosa? 
O estudo da psicóloga resultou num "mapa" que mostra como as emoções interferem na saúde.
Este post vai mostrar a você esse "mapa" e como você pode tratar e neutralizar os efeitos negativos das emoções.

1. Dor de cabeça

Na maioria das vezes, a dor na cabeça (ou enxaqueca) acontece por causa da pressão do dia a dia, o estresse e a sobrecarga de atividades. A melhor maneira de resolver este problema é relaxar.

Reserve um tempo para você diariamente. Permita-se relaxar, sem se preocupar com nada por algum tempo. Descanse e não se culpe por isso. Esses ’minutos de serenidade’ irão aumentar sua produtividade. E é provável que sua cabeça não doerá mais.
2. Dor no pescoço
Esta é bastante interessante.
Acredita-se que, quando nos culpamos por determinado acontecimento, geramos uma consciência culpada, causando acúmulo e pressão na área do pescoço.
Aprenda a perdoar os outros e a si mesmo(a). Lembre-se que todo mundo pode errar, inclusive você.


Repense sua atitude com relação a você mesmo e aos outros. É provável que, muitas vezes, as pessoas não tenham a intenção de te ofender. E você não é obrigado a suprir suas exigentes expectativas. Seja mais humilde e aprenda a perdoar. Pensar mais nas coisas das quais você gosta também é importante para evitar este problema.
3. Dor e sensação de peso nos ombros
Se o problema é nesta área, e não foi lesão, pode apostar que há problemas em alguma área da sua vida que ainda não foram resolvidos e seu corpo está sofrendo com isso.
Tente dividir seus problemas com um amigo de confiança. Assim, você sentirá um alívio considerável. O simples fato de colocar para fora já cria uma sensação de não estar carregando o peso sozinho.
Isso pode ajudar a encontrar uma saída.
4. Dor nas costas
Sabe a parte superior das costas?
Algumas pessoas sentem uma dor crônica nessa área e isso pode ser um sinal de que a pessoa não se sente amada e apoiada. O amor das pessoas é a cura para qualquer doença emocional.


Interaja com gente diferente. Não mantenha o foco só em você, seja aberto e amistoso. Conheça pessoas novas, vá a encontros. E não reprima seu afeto para com os outros. Portanto, se este é o problema, converse com quem está ao seu redor, família e amigos.
5. Dor na região lombar
A parte inferior das costas está relacionada a problemas de finanças.
São muitas as causas dos problemas econômicos.
Às vezes, eles aparecem por causa do baixo salário, desemprego ou até mesmo gastos com coisas desnecessárias.
Só você sabe o motivo. O fato é que você precisa ter uma atitude otimista - até mesmo quando a falta de dinheiro parece não ter solução. A felicidade não está no dinheiro, por mais atraente que ele seja. Claro, é importante ter uma poupança para emergências ou para realizar aquele sonho e é bom que você pense nisso. Mas pare de se preocupar tanto com dinheiro; muitas das melhores coisas da vida são gratuitas! Dedique-se àquilo que ama. Quando você trabalha de corpo e alma, se realiza, e o sucesso financeiro vem naturalmente.
6. Rigidez nos cotovelos
Deve-se a uma resistência às mudanças. Ela também pode ser interpretada como um medo de que a "vida nos leve".
Muitas vezes, a vida pode parecer difícil e dura. Mas não é bem assim. Frequentemente, nós mesmos complicamos tudo. Seja mais flexível, não gaste sua energia lutando contra coisas que não podem ser mudadas.
7. Dor nas mãos
Este é um sinal de que você está com problemas para interagir com as outras pessoas. O contato é muito importante.
Busque se socializar e demonstrar afeto aos seus amigos. Tente fazer novos amigos. Jante com algum companheiro de trabalho. Vá ao estádio, a um show, sinta-se parte da multidão. Estabeleça conversas com gente nova com mais facilidade, até porque nós nunca sabemos onde iremos encontrar uma verdadeira amizade.
8. Desconforto no quadril
Este tipo de dor pode atormentar as pessoas que se prendem à ideia de ter uma vida confortável e previsível. O medo patológico de mudanças, a falta de disponibilidade para começar a viver de outra forma e a resistência constante ao que é novo podem provocar dor na região do quadril. Ocorre pelo medo do futuro, a ansiedade.
Não resista ao fluxo natural da vida. Nossa vida muda o tempo todo, e isso é algo muito interessante! Veja as mudanças como aventuras emocionantes. E não deixe as decisões importantes para depois. Se esforce para viver novas aventuras, considerando que o futuro chega de acordo com as atitudes do presente.
9. Dor nos joelhos
É provável que a dor nos joelhos seja sinal de um ego exagerado. Os joelhos doem quando pensamos muito em nós mesmos e pouco nos outros. Quando achamos que o mundo gira ao nosso redor. Está relacionada aos sentimentos de vaidade e orgulho. O ego muito elevado pode nos impedir de encontrar a qualidade das pessoas.
Olhe ao seu redor. Você não é a única pessoa no Planeta. Seja mais atento com as outras pessoas. Ouça seu amigo, ajude sua mãe, apoie seu colega de trabalho. Dê atenção ao outro com mais frequência. Talvez um trabalho voluntário seja boa ideia. Lembre-se que somos apenas mais um e precisamos ser humildes.

10. Dor na panturrilha
Dor nesta região pode ter origem na sobrecarga emocional. Os ciúmes irracionais e os problemas amorosos te afetam muito. É causada por sentimentos de inveja e ressentimento.
Procure perdoar e amar quem está ao seu redor. É preciso aprender a confiar em seu parceiro ou parceira. Relaxe e pare com a ideia de controlar o outro, e não invente coisas que não existem. Talvez tenha chegado a hora de abrir mão de relacionamentos do passado que já não funcionam mais.
11. Dor nos tornozelos
Dor nos tornozelos quer dizer que, muitas vezes, nos esquecemos dos outros. E não nos permitimos sentir prazer. Pode ser que o trabalho ocupe todo o nosso tempo e que não levemos a sério nossos próprios desejos, adiando-os constantemente. Demonstra que você tem dificuldades em aceitar os prazeres da vida. 
Chegou a hora de permitir-se. Compre o que quiser, durma até a hora que quiser, experimente aquela sobremesa deliciosa e sofisticada. Esqueça por algum tempo do seu trabalho e pense, por exemplo, num relacionamento amoroso. Ou planeje uma viagem. Procure curtir a natureza, os momentos em família e o sabor das refeições, por exemplo.
12. Pés doloridos
Talvez a explicação para a dor nos seus pés seja uma profunda apatia. É como se nosso corpo não quisesse seguir em frente. Sentimos medo de viver e não conseguimos enxergar vantagem em continuar lutando. Quando pensamos, ainda que subconscientemente, que tudo vai mal e que nossas vidas fracassaram, os pés reclamam. Os pés são reflexo das nossas satisfações. 
Se você tem dores crônicas neles, é sinal de que tem muitas insatisfações.
Recomendamos ser mais otimista, ter fé e desfrutar das grandes maravilhas que Deus nos proporciona.
Aprenda a prestar atenção nas pequenas alegrias da vida, na beleza do mundo exterior e nas pessoas. Curta os sabores, cheiros, o vento e o sol. Adote um animal de estimação ou procure um hobby interessante. Preencha sua vida com sentido. Evite as lembranças tristes e sorria mais. Procure a alegria todos os dias da sua vida.

Conclusão

A conclusão aqui é óbvia: ame a si mesmo e perdoe-se. Seja mais atento com as outras pessoas e tente não guardar rancor. Interaja, sorria (isso é sempre muito bom) e mantenha-se saudável!
Fonte: https://incrivel.club/criatividade-saude/12-sinais-do-seu-corpo-que-voce-nao-deve-ignorar-118110/

segunda-feira, 7 de maio de 2018

As leis do karma, de acordo com o budismo - Texto de Edith Sánchez

O budismo é uma filosofia e uma religião composta de ensinamentos práticos, como a meditação, por exemplo, que visa induzir uma transformação dentro da pessoa que a pratica. Promove o desenvolvimento da sabedoria, consciência e bondade para alcançar um estado de iluminação. No entanto, hoje iremos mais longe e falaremos sobre as leis do karma. 
No budismo, a existência é abordada como um estado permanente de mudança. A condição para se beneficiar dessa mudança é desenvolver uma disciplina sobre nossa mente. Deve se concentrar em estados positivos, concentração e tranquilidade.
“Karma é experiência, experiência cria memória, memória cria imaginação e desejo, e desejo cria karma novamente” -Deepak ChopraO objetivo da disciplina é aprofundar as emoções associadas à compreensão, felicidade e amor. Além disso, para o budismo todo o desenvolvimento espiritual se materializa e é complementado por áreas como trabalho social, ética e filosofia.
A natureza do karma no budismo
A palavra karma significa ação e consiste em um tipo de força que transcende. Esse tipo de energia é infinito e invisível e é uma conseqüência direta das ações do ser humano. O karma é governado por doze leis. Cada um deles nos permite entender o significado espiritual da existência.

No budismo não há deus controlador, essas leis vêm da natureza (como a lei da gravitação universal) e as pessoas têm livre arbítrio para aplicá-las ou não. Portanto, fazer o bem ou o mal depende de cada um e dessa decisão cujas consequências somos, em grande medida, responsáveis.

As doze leis do Karma

Então vamos expor cada uma das leis do karma que existem para que você possa levá-las em consideração. Todos elas são muito importantes. Estas são as doze leis do karma, de acordo com o budismo.
1. A grande lei

A primeira das leis do karma pode ser condensada na frase “colhemos o que semeamos”. Também é conhecida como a lei de causa e efeito: o que damos ao universo é o que o universo nos devolve, mas se for algo negativo, ele retornará multiplicado por dez. Isto é, se dermos amor, receberemos amor, mas, se dermos mágoa, receberemos a falta de amor multiplicada por dez.
2. Lei da criação
Nós devemos participar da vida. Nós fazemos parte do universo, portanto, somos uma unidade com ele. O que encontramos ao nosso redor são indicações do nosso passado remoto. Crie as opções que você deseja para sua vida.
3. Lei da humildade

Isso continuará acontecendo, o que nos recusamos a aceitar. Se só conseguirmos ver os aspectos negativos nos outros, ficaremos estagnados em um nível inferior de existência; Pelo contrário, se os aceitarmos com humildade, ascenderemos a um nível superior.
4. Lei do crescimento
Onde quer que formos, lá estaremos. Antes das coisas, lugares e outras pessoas, somos nós que devemos mudar e não o que nos rodeia, para evoluir em nossa espiritualidade. Quando mudamos nosso interior, nossa vida muda.
5. Lei da responsabilidade
Quando algo negativo nos acontece é porque há algo de negativo em nós, somos um reflexo do nosso ambiente. Portanto, devemos encarar as ações em nossas vidas com responsabilidade.
6. Lei de conexão
Tudo o que fazemos, por mais insignificante que seja, está ligado ao universo. O primeiro passo leva ao último e todos são igualmente importantes, porque juntos eles são necessários para atingir nosso objetivo. Presente, futuro e passado estão interligados.
7. Lei da abordagem
Não é possível pensar em duas coisas simultaneamente. Nós ascendemos passo a passo, um de cada vez. Não podemos perder de vista nossos objetivos, porque a insegurança e a raiva tomariam conta.
8. Lei de doação e hospitalidade
Se você acha que algo pode ser verdade, chegará o momento em que você pode provar que é verdade. Devemos aprender a dar para pôr em prática o que aprendemos.
9. Lei do aqui e agora
Permanecer apegado ao nosso passado torna impossível desfrutarmos do presente. Pensamentos mofados, maus hábitos e sonhos frustrados nos impedem de avançar e renovar nosso espírito.
10. Lei da mudança
A história se repetirá até que assimilemos as lições que precisamos aprender. Se uma situação negativa ocorre de novo e de novo, é porque nela há algum conhecimento que devemos adquirir. Temos que endireitar e construir nosso caminho.
11. Lei de paciência e recompensa

As recompensas são o resultado do esforço anterior. Uma dedicação maior, maior esforço e, portanto, maior gratificação. É um trabalho de paciência e perseverança que produz frutos. Devemos aprender a amar nosso lugar no mundo, nosso esforço será honrado no momento certo.
12. Lei de importância e inspiração
O valor de nossos triunfos e erros depende da intenção e energia que implantamos para esse propósito. Nós contribuímos individualmente para uma totalidade, portanto, nossas ações não podem ser medíocres: devemos colocar todo o nosso coração em cada contribuição que fazemos.
Karma não tem cardápio, o que você semeou servirá você
Agora que você conhece todas as leis do karma, é importante que você as tenha em mente para estar ciente de como tudo o que você dá a você receberá em quantidades maiores. A vida é um reflexo das ações que você vai realizar. Então você escolhe se quer agir de forma positiva ou negativa.
*O que é Karma:
Karma ou carma significa ação, em sânscrito (antiga língua sagrada da Índia) é um termo vindo da religião budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pelo espiritismo.
Na física, essa palavra é equivalente a lei: “Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário”, ou seja, para cada ação que um indivíduo pratica vai haver uma reação, dependendo da religião o sentido da palavra pode ser diferente, mas usualmente é relacionada a ação e suas consequências.
A lei do Karma é aquela lei que ajusta o efeito a sua causa, ou seja, todo o bem ou mal que tenhamos feito numa vida virá trazer-nos consequências
Fonte: https://www.pensarcontemporaneo.com/as-leis-do-karma-de-acordo-com-o-budismo/