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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Introdução à Aromaterapia


No final do séc. XIX e início do séc XX, Cuthbert Hall demonstrava que o poder anti-séptico do óleo de eucalipto em sua forma natural era muito mais forte do que seu princípio ativo isolado: o eucaliptol. Neste mesmo período o francês René Gattefossé, criava o termo aromaterapia.

CURSO DE AROMATERAPIA 
25|03|17 (Modulo I)
29|04|17 (Modulo II)
LOCAL DO CURSO: Casa 20, Vila Gianetti, Sede do Grupo Entre Folhas,
Campus da UFV/Viçosa-MG

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:  e-mail: grupo.entre.folhas@ufv.br

Conta-se que houve um acidente quando ele estava fazendo uma destilação em seu laboratório, causando uma séria queimadura em seu braço, e que usando óleo de lavanda em sua pele, se recuperou em pouco tempo sem sequelas. Na Segunda Guerra Mundial, o dr. Valnet, médico da Frente Armada Francesa e admirador de Gattefossé, ao ficar sem antibióticos, usou óleos essenciais, se surpreendendo com os resultados positivos nos tratamentos dos processos infecciosos. Posteriormente os empregou como parte de um programa que tratou com sucesso desordens médicas e psiquiátricas publicando os resultados no livro "aromatherapie", em 1964.


Teve seguidores como dr. Paul Belaiche e dr. Jean Claude Lapraz, que confirmaram as propriedades antivirais, antibacterianas, antifúngicas e antissépticas dos óleos aromáticos, além da capacidade destes, de servirem como agentes de transporte na entrega de nutrientes nas células do corpo; e Margaret Maury, a qual divulgou o método de aplicação dos óleos de acordo com as características temperamentais e de personalidade de seus clientes, técnica já utilizada a milênios pelos indianos (medicina ayurvédica).

Além da indiana, outras grandes civilizações da Antiguidade, como os egípcios, recorriam constantemente às essências aromáticas, tanto para o bem-estar do corpo como do espírito, o que percebemos nos rituais do budismo tibetano; dos tabernáculos do Antigo Testamento; e entre os pajés e xamãs de tribos indígenas que usavam a fumaça da queima de suas ervas para espantar os “maus espíritos”. Não é a toa que palavra perfume deriva do latim “per fumum” que significa “através da fumaça”.

Em nossa época, o interesse pelo uso dos óleos essenciais continua, a ponto de se haver criado um instituto reconhecido internacionalmente pelos seus estudos voltados para às propriedades do olfato e dos aromas e sua importância na psicologia humana, o The Sense of Smell Institute. Esta entidade faz pesquisas científicas em hospitais e universidades, como os conduzidos em conjunto no Sloan Kettering Câncer Center, instituição que faz tratamentos e diagnósticos do câncer; e com hospitais ingleses como o Royal Sussex Country Hospital, num trabalho para a redução da ansiedade de pacientes em tratamento.

Seguindo essa tendência, no Módulo de Aromaterapía do curso de Terapias Naturais Integrativas, do Grupo Entre Folhas, de Viçosa, Minas Gerais, vamos estudar e identificar os aromas que produzem os melhores resultados para cada tipo de tratamento, sobretudo para o tratamento do estresse e de outros distúrbios emocionais, como problemas de sono e depressão, adentrando nessa nova fase da aromaterapia, onde a ciência reconhece o valor e atuação dos óleos essenciais não apenas no físico mas também na psique.

Texto de Carlos Cerqueira Magalhães (Mestre em Ciências Farmacêuticas)


Pesquisa comprova ação ansiolítica de óleos essenciais de laranja e lavanda.

Depois de avaliar os efeitos do óleo essencial de rosas e comprovar sua ação ansiolítica, os pesquisadores da Unidade de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Unifesp direcionaram seus estudos para os óleos essenciais de laranja (Citrus aurantium L.) e de lavanda (Lavandula angustifólia mill), que têm despertado interesse científico por suas ações sedativas e relaxantes.

Os resultados em ratos mostraram que a inalação isolada desses óleos (grupo experimental) induziu um efeito ansiolítico, diminuindo o grau de emocionalidade dos animais, com um efeito superior ao grupo de animais que recebeu um ansiolítico padrão (grupo benzodiazepínico). O mesmo efeito não foi encontrado num terceiro grupo de ratos, considerado controle, ao qual nada foi ministrado.

De acordo com a Rita Mattei Persoli, bióloga responsável pelo estudo, os óleos essenciais atuam nas regiões cerebrais responsáveis pelas emoções (sistema límbico). Uma relação entre a percepção de odores e a resposta comportamental emocional tem sido sinalizada nesses estudos, explica a pesquisadora. É possível que os efeitos encontrados nos ratos sejam semelhantes nos seres humanos.

Muito utilizados nas indústrias cosmética, farmacêutica e alimentícia, os óleos essenciais são tema de vários estudos da Unidade, com projetos financiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), sob a coordenação do psicólogo José Roberto Leite.
Menos ansiedade e mais sociabilidade

Para testar o grau de emocionalidade dos animais, foi utilizado o teste do Labirinto em Cruz Elevado, que consiste em um aparelho no formato de cruz e que fica elevado do chão, no qual um dos caminhos é fechado e escuro e, o outro, é claro e aberto. Ratos não gostam de ambientes estranhos e que sejam altos e claros, pois o desconhecido para eles é estressante. Naturalmente, ele procura o lado escuro e amparado, quando colocado nesse labirinto, explica a pesquisadora. Entretanto, os animais que receberam a inalação dos óleos de lavanda ou de laranja exploraram mais o lado claro e aberto do labirinto, ou seja, tiveram a mesma reação dos animais aos quais foram administradas doses de benzodiazepínico.

Também foi aplicado o chamado Teste da Interação Social no Campo Aberto, em que os ratos são colocados em um campo amplo, circular e com paredes altas, junto com outro animal, com o qual nunca tiveram contato anteriormente. Da mesma forma como no teste do labirinto, os resultados mostraram que os animais que inalaram os óleos foram mais interativos e sociáveis, comportamento semelhante ao daqueles que receberam ansiolítico, quando comparados ao grupo de animais que nada recebeu (controle).

Mattei explica que outro parâmetro científico para avaliar o grau de ansiedade dos animais é a análise da quantidade de fezes eliminadas durante os testes. Quanto mais ansioso e agitado, maior será a quantidade de bolos fecais. Observamos muito isso nos ratos ‘controle’, pois a produção de ‘bolos fecais’ foi bem maior, quando comparada à dos outros dois grupos que estavam sob efeito dos óleos ou do benzodiazepínico, afirma.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Unifesp

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